O desempenho catastrófico do “noticiário internacional” da mídia brasileira

O desempenho catastrófico do “noticiário internacional” da mídia brasileira

23 de março de 2019 0 Por Carlos Morais

Ontem, dia 22/03/2019, o filósofo Olavo de Carvalho publicou no Facebook uma observação importantíssima: “O elogio enfático do presidente Trump ao Eduardo Bolsonaro, o político brasileiro mais amigo do Steve Bannon, já basta para mostrar que, da relação de Trump e Bannon, os palpiteiros da mídia nacional NÃO SABEM PORRA NENHUMA.”
O fato é que o chamado “noticiário internacional” feito pela mídia brasileira não faz idéia do que se passa de fato nos EUA, esse é um dos motivos pelo qual a grande mídia brasileira cometeu centenas de erros catastróficos de análise durante às eleições presidenciais americana de 2016.
O professor Olavo de Carvalho explicou esse fenômeno em 2011 no artigo “A técnica da rotulagem inversa” publicado no Diário do Comércio. Deixarei aqui, um trecho do respectivo artigo, para que vocês tirem suas próprias conclusões: “O que no Brasil se chama de “noticiário internacional” consiste em repetir, ampliando-as e radicalizando-as, as mentiras mais cínicas da mídia esquerdista norte-americana, com a certeza tranquilizante de não ter de enfrentar, como ela, a enérgica reação conservadora de metade da população, que só ouve o rádio e não acredita numa só palavra dos jornais e da TV. É, a vida da mídia chapa branca, nos EUA, não é fácil como a da sua confrade brasileira: aos domingos, o New York Times tira um milhão de exemplares — a trigésima parte do número de ouvintes de Rush Limbaugh, o radialista conservador que a família Sulzberger adora odiar. No Brasil, há um clone do New York Times, que é a Folha, mas as estações de rádio, concessões federais, estão bem defendidas contra a mera possibilidade de ali surgir um Rush Limbaugh. Contra a farsa geral da mídia, só nos resta resmungar em blogs ou, com mais sorte, neste Diário do Comércio. O resto é silêncio — ora indignado e impotente, ora temeroso e servil.”